E se não der? E se der?

Ansiedade.

Já dizia o poeta: “ansiedade é excesso de futuro”.

Estou a uma semana do resultado. Não classificatório, mas final. Notas definitivas que, pelo menos teoricamente, não mudam mais. E definem o concurso, a princípio.

Mas… minha mente não se cala, com certas perguntas que não consigo esquecer.

E se não der?

Se não der, eu vou chorar. Não como uma criança que perdeu o doce, mas como uma mulher que perdeu uma batalha. Sabe, essa foi a primeira batalha. Há pessoas lá fora que enfrentam várias. Mas não quero me comparar a ninguém neste momento, porque não acho justo. Cada um é cada um e tem uma trajetória própria e particular.

Se não der, eu vou sofrer. Sofrer por um tempo, com certos pensamentos entristecedores, derrotistas, fracos e, por quê não, dramáticos. Vou sofrer com o direito de quem perde um sonho, não por deixar escapar a oportunidade, mas por não ter podido ser melhor… por não ter sido a hora certa.

Se não der, vou virar o ano em paz. Com a minha pequena família e com a grande família de Minas. Para poder estar com a minha família brasiliense em janeiro e curtir uma viagem que também será a realização de um sonho. Levar o meu amor para Prado-BA. Quero que seja algo inesquecível. E vai ser. Não que um sonho substitua o outro, jamais. Mas vai ser mais um realizado.

Se não der, vou voltar à minha vida paulistana que, sim, é maravilhosa, apesar de certos pesares causados por minhas próprias escolhas. Tenho muito a agradecer, tudo aqui em Sampa me lembra sonhos realizados, conquistas minhas, uma vida de amor. Com o meu amor. Agora amores, porque tenho meu filhote Iron. O Iron também é um sonho realizado. E quem disse que a vida não pode ser uma sequência de sonhos? Sonhos realizados, um por um, um passo de cada vez.

Se não ser, eu vou recomeçar. Vou procurar algo que me estimule tanto quanto me senti estimulada neste ano de 2013. Um caminho que me dê a força e a luz que tive, apesar de toda a solidão e espera. Se agora ainda não tiver que ser, sei que vou me encontrar de novo e amadurecer, realizando outros sonhos, vivendo a vida maravilhosa que já conquistei e conquisto no meu dia-a-dia. Sou muito grata a tudo que tenho, sempre fui.

O universo é perfeito, sempre acreditei nisso. Sempre acreditei que consigo tudo que eu quero muito. Sempre consegui. Acho que eu sempre mereci. Obrigada, universo!

PERAÍ! Mas…

E se der?

Confesso que, quando eu penso que vai dar certo, APROVADA entre os 90 (como estou neste exato momento), nem sei direito como reagir. É algo que eu sempre esperei, desde o dia 01 de abril (e não é mentira durrr), mas que só acredito mesmo vendo. Mas deixe-me pensar…

Se der certo, eu vou chorar de emoção! Haha! Vou contar para o meu marido e para os meus pais, antes de qualquer outras pessoas. Vou dizer que eu consegui, vou gritar que eu consegui. Vou dizer que quando a gente quer muito uma coisa, o universo conspira a nosso favor. Aprendi isso quando ainda era adolescente e lia os livros do meu mestre Paulo Coelho, um atrás do outro, acreditando cada vez mais no poder dos sonhos. E no amor.

Se der certo, vou esperar feliz. Esperar porque o término efetivo de um concurso é algo demorado. Há muito em jogo. Candidatos, pessoas com necessidades especiais, desistências, exames médicos, documentação etc. Tudo precisa estar de acordo, correto, bem feito, para que ninguém seja prejudicado e as oportunidades sejam aproveitadas.

Se der certo, vou contar para minha família de Minas. Vou deixar meu marido se orgulhar de mim e dividir com todos que ele conhece que sua mulher será servidora pública. E que ele vai morar em Brasília. Poderemos comemorar a virada do ano em grande estilo. Poderei comemorar com uma verdadeira paz no coração, com o sentimento de dever cumprido e mais metas e sonhos para o próximo ano.

Se der certo, poderei dividir com a minha família de Brasília, com os parentes que cresceram comigo, mas que hoje já não se importam tanto mais. E quem sabe a minha volta não possa ser um caminho para nos reunirmos? Não sei, mas sempre espero o melhor.

Se der certo, vou mandar no Facebook, no Twitter, no Instagram. E espero que, quando começar a trabalhar, esqueça um pouco dessa vida virtual e passe a viver mais a vida real, ocupando a cabeça, o corpo e o coração. Quero fazer amizades começando pelo Face, já no grupo dos aprovados, para podermos então nos encontrarmos em Brasília e já começarmos uma nova família profissional. Espero que sejam pessoas de caráter, para que eu possa dividir a vida também com elas, já que vamos estar perto durante todo o dia de trabalho.

Se der certo, vou emagrecer um pouco, mexer no cabelo, comprar roupas e sapatos e investir mais em mim. Quero SER uma servidora pública. Tenho esse dom. Sempre valorizei servir as pessoas, sempre busquei isso, agradar, ser útil e amada.

São tantas outras coisas, são tantos sonhos em um.

Uma coisa tenho absoluta certeza:

Se der certo, independente dos caminhos que o futuro me reserva…

Se der certo,

Eu serei FELIZ.

<3

 

 

Seja a Mudança que Você Gostaria de Ver <3

Não sei ao certo o porquê, mas tenho uma dificuldade enorme em ser a pessoa que eu gostaria de ser. Preciso estudar mais, comer menos, me exercitar mais, me enfurecer menos. Queria ser mais extrovertida, queria ser mais magra, queria ser mais inteligente, queria ser mais independente. Mas por quê é tão difícil chegar lá, quando os passos, as decisões e as escolhas dependem, exclusivamente, de mim? Queria entender… me entender.

Tenho tudo, isso é fato. Não me falta casa, comida, nem roupa lavada. Não me falta um grande amor, nem família, nem saúde, nem oportunidade. Mas, ao mesmo tempo, sinto uma falta tão grande… uma falta muito grande de mim mesma. Uma vontade não de apenas existir, mas de ser notada, elogiada, reconhecida, paparicada.

Sei lá, acho que sempre chega um momento na vida em que você se pergunta o que fez e o que conquistou por si mesma. E algo me diz que esse momento chega quando estamos mais ou menos na faixa dos 30 anos… mais precisamente chegando a eles. Existem pessoas que já têm a vida encaminhada aos 20 e poucos anos. Outras estão com mais de 30, ainda morando com os pais. Não estou no primeiro grupo, nem no segundo. Estou no meio, entre dois lados que espero que possam um dia se encontrar.

A coisa mais difícil que existe na vida é se dividir. Entre duas cidades, entre duas formas de vida, entre vantagens diferenciadas, entre desvantagens mais diferenciadas ainda. Entre o que fazer e o que não fazer. Entre a escolha e a renúncia. Escolher o que? Renunciar a que? Alguém decide, por favor, como devo viver? Porque, às vezes, me sinto como se não pudesse fazer uma escolha. E não posso. Tudo na vida envolve perdas e ganhos. Precisamos nos voltar para onde os ganhos são maiores e as perdas menores. Será que dá? Sempre dá? Duvido.

Be The Change | via Tumblr

“Seja a mudança que você gostaria de ver.”

Fonte: www.WeHeartIt.com 

<3

 

 

 

Quando Me Amei de Verdade

“Quando me amei de verdade, compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.
E então, pude relaxar.
Hoje sei que isso tem nome: Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passam de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.
Hoje sei que isso é: Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.
Hoje chamo isso de: Amadurecimento.
Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.
Hoje sei que o nome disso é: Respeito.
Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.
Hoje sei que se chama: Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.
Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.
Hoje sei que isso é: Simplicidade.
Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes.
Hoje descobri a: Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.
Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é: Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.
Tudo isso é: Saber viver!”

Charles Chaplin

Estudando: “Garantia da Qualidade” – BPF

Dentro da RDC 17/2010, que trata das Boas Práticas de Fabricação de Medicamentos, há um Título dedicado a:

Gerenciamento da Qualidade na Indústria de Medicamentos: Filosofia e Elementos Essenciais

Gerenciamento da Qualidade -> determina a Política da Qualidade = intenções e diretrizes relativas à qualidade, expressa e autorizada pela administração da empresa.

Elementos básicos do gerenciamento da qualidade: 1) infra-estrutura apropriada ou sistema de qualidade e 2) ações sistemáticas para assegurar que um produto ou serviço cumpre com os requisitos de qualidade = garantia da qualidade.

Garantia da Qualidade -> ferramenta de gerenciamento, gera confiança.

O gerenciamento da qualidade contempla: garantia da qualidade, BPF e controle de qualidade.

GARANTIA DA QUALIDADE

Cobre todos os aspectos que influenciam a qualidade de um produto. Abrange as providências adotadas para garantir que os medicamentos estejam dentro dos padrões de qualidade exigidos, para que sejam utilizados para os devidos fins. Incorpora as BPF e outros fatores.

 

O Poder Católico Sai da Europa

Hoje, 13/03/2013, foi escolhido um novo Papa. Após a renúncia de Bento 16, o Cardeal argentino Jorge Bergoglio foi eleito e se chamará Papa Francisco I.

Quando nós paramos para analisar a atuação da Igreja Católica, desde o início da história da humanidade, passando pela Idade Média, Idade Moderna, até chegarmos à Idade Contemporânea, podemos perceber que a influência e até mesmo a importância da Igreja Católica foram diminuídas e o número de fiéis também vêm diminuindo nos últimos anos.

Atualmente, em um âmbito mundial, outras religiões têm crescido, se destacado e têm conquistado maior influência e força, diante da comunidade internacional, tanto pelo lado bom, quanto pelo lado ruim, como é o caso, por exemplo, do Islã, que ainda sofre um preconceito pelo seu lado terrorista, radicalista, que hoje já não é mais tão generalizado.

Com a saída de Bento 16 e a formação de um novo conclave, tivemos certas candidaturas que mostraram uma maior abertura da Igreja Católica para certas mudanças, levando a uma renovação das ideias, das atitudes e do papel exercido pela religião. Tivemos 5 candidatos brasileiros, dentre os quais Dom Odilo Scherer, que foi colocado como preferência, com alta probabilidade de se tornar Papa, pela própria imprensa italiana.

Mas o que essas possibilidades e a escolha de um Papa argentino significam para o futuro da América do Sul, em termos de Relações Internacionais?

Pode-se tirar, disso tudo, a efetiva atuação do Brasil e dos países sulamericanos diante da comunidade internacional e o papel desta região diante das decisões do mundo. Além de todo um crescimento, de toda essa situação de países emergentes, cada dia crescendo mais, cada dia facilitando mais a vida da população, com mais possibilidades e menos miséria, há o surgimento, efetivo, de novas possibilidades de atuação internacional. Então, além de economicamente, de socialmente emergentes, a região sulamericana atua, nesse caso, em um lado que a Igreja Católica passou a ter, não mais como politicamente decisório, mas o de uma política diplomaticamente e culturalmente consolidada, junto à soberania dos Estados nacionais, dentre os quais muitos vivem o Catolicismo, outros o hinduismo, o Islã, o judaísmo etc. O mundo contemporâneo não vive mais apenas da determinação religiosa. A igreja hoje não mais ataca, não mais decide e não mais determina o comportamento dos governos soberanos, apesar de sua força consolidada.

A possibilidade de termos um brasileiro concorrendo ao cargo máximo da Igreja Católica e a efetiva escolha de um Papa argentino, em uma política religiosa contemporânea, mostra como estamos crescendo também em setores mais genéricos, mais abertos em termos de cultura, religião, em uma política seja conservadora, seja alternativa, em um setor que tem o seu público, sua credibilidade, o reconhecimento das pessoas que acreditam, que mantêm a realidade da Igreja Católica e a força do Vaticano, que tem um significado enorme para a realidade da Itália e da Europa como um todo. Possibilitar uma candidatura brasileira é, de fato, muito importante para a nossa realidade, como país em crescimento constante, se destacando na comunidade internacional e sendo fundamental para as relações entre os Estados. Podemos ver isso cada dia mais, o que leva a uma evolução do Brasil como ator, como ente internacional, que mais do que economicamente ou populacionalmente ativo, é um país que hoje consome moda, cultura, beleza, o acesso às tecnologias, que hoje consome coisas que a Europa sempre consumiu, a América do Norte sempre consumiu. Hoje temos uma participação efetiva, assim como a Índia, a China, a África e a Argentina. E isso é mais uma parte da nossa evolução, também representada pelo Papa argentino.

Não tivemos o representante máximo brasileiro, mas temos um representante sulamericano, atuando em um ramo tão fundamental das sociedades, fundamental para a construção da comunidade internacional. A região sulamericana se mostra em mais um novo patamar de atuação internacional. E após a morte do presidente venezuelano Hugo Chávez e a escolha de um Papa argentino, que venha o futuro da América do Sul.